Luis Galba
Por 10/12/2018

Como os mercados de livros devem se adaptar ao avanço tecnológico

Apesar dos livros físicos ainda dominarem o mercado, os números apontam para mudança revolucionária já está impactando o mercado de livros em todo o mundo.

Em meio a uma crise econômica generalizada, o mercado livreiro vem precisando se adaptar no Brasil, onde os hábitos de consumo estão mudando. Livrarias pequenas e grandes vêm fechando suas portas, e o setor editorial encolheu 21% entre 2006 e 2017, embora venha mostrando sinais de recuperação em 2018.

Apesar das dificuldades, os livros em formato digital continuam em uma crescente e deve, em breve, revolucionar a distribuição e consumo de livros. Além disso, os preços praticados por lojas online, como o caso da Amazon, afeta diretamente livrarias físicas, como é o caso da Saraiva e Cultura.

Recentemente a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da Saraiva, maior rede de livrarias do país, que entrou com pedido para reestruturar uma dívida no valor de R$ 675 milhões.

No final de outubro, a Saraiva anunciou o fechamento de 20 lojas em todo o país. Segundo a companhia, cerca de 700 funcionários foram desligados em todas as unidades de negócios da empresa.

Em nota divulgada ao mercado, a empresa disse que tem tomado “diversas medidas para readequar seu negócio a uma nova realidade de mercado” e que a recuperação judicial “é a medida mais adequada nesse momento, no contexto da crise no mercado editorial, reflexo do atual cenário econômico do país”.

No segundo trimestre deste ano, a Saraiva teve prejuízo de R$ 37,6 milhões. No mesmo período de 2017, o prejuízo foi de R$ 16,6 milhões.

A companhia acumula de janeiro ao final de setembro prejuízo líquido de R$ 103 milhões, mais que o dobro em relação ao resultado negativo de R$ 50 milhões de um ano antes.

Uma pesquisa realizada em 2016 pela Pew Research Center, nos EUA, mostra que a maioria dos norte-americanos prefere os livros impressos, mas que os leitores de e-books tendem a consumir mais obras do que aqueles que limitam sua leitura aos livros de papel: uma média de 24 títulos por ano, contra 15 consumidos pelos leitores do formato mais tradicional.

Apesar de ainda ser a preferência de grande parte do mercado consumidor, a tendência é um aumento na venda de livros em formato eletrônico, ou pelo menos a diminuição, ainda maior, nos pontos de vendas físicos. É uma adaptação necessária para acompanhar a evolução do mercado.

A verdade é que o mercado de livros precisa se adaptar a nova realidade. Os dados acima mostram que não há para onde fugir: a tecnologia é o caminho para o futuro. Seja no ramo de livrarias ou nos registros de documentos.

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